sábado, 11 de julho de 2015

Um homem no chão

Sobem e descem, sem prestar atenção,
Novos e velhos, sem expressão,
Uns e outros, ninguém olha para o chão
Andam e correm, como um avião

Os carros desviam-se, no último momento
Pneus chiando, como um lamento
Corre, que corre em busca do sustento
Caras descoloridas, em tons de cinzento

Sobem e descem, sem prestar atenção
Olho mortiço, sem visão
E tu continuas, lá no chão
Que sociedade, que desilusão.

De palas nos olhos como um jumento
Vida assim é um tormento!
Os carros desviam-se, no último momento
E tu continuas, sem movimento.

Sociedade assim, quero não!
Homem caído, homem no chão
Sobem e descem, sem prestar atenção
Bastava um deles, deitar-te a mão.

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