domingo, 1 de fevereiro de 2009

Xapi em grande

Parece mentira mas o Xapi tem apenas um mês. Para quem acha que ele tem mais olhos que barriga, só digo isto, ele limpou o osso, comeu a chicha toda.

Xapi = Ideiafix

O Xapi, faz-me lembrar o Ideiafix, o cão do Asterix. Quando os gauleses fazem uma festa, inevitavelmente, o Ideiafix acaba a comer um osso maior que ele. Vejam e digam o que acham.














sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Bulge II

30 de Janeiro de 2009, sexta-feira. Caren said “Luis! That's why I love you! Are you telling me the truth? Don't lie, be honest...I need to edit it a whole lot more. Do you get it? The storyline I mean? Give me some details!” So let’s do it. I agree it still need edition. I consider it like a Beta version. Regardless, the story picked me up, transport me to places I’ve never been before, showed to me people Human, that goes trough situations that we all do. When I first started the reading and didn’t new either the characters or the story, I was expecting a lot from Mattel. She made me love her in the first lines. It was a character that had everything to be a heroin. It’s like if she was mend for higher scores in the course of life. So her path was bitter to me. When we love someone, we want the better for. Salim, could easily be a gangster and be killed or turn into a well succeeded business man. That was easy and expected. Anyone could have written that story. Where I think the magic start is when you gave to the most important, a sad destiny, without glory or violence, or without anything that made them be special. I mean, what made this characters be so special, is that they are not special at all. This direction you gave to de story, it’s like a cruel description of life, in our days. We’re just parts of the all. We’re pieces of the machine. Back to the Book! I think you only could be so cruel to Mattel, in the end, because you loved her too. You can’t be so sarcastic, to who is indifferent to you. To me, this story is not a story of lesbians or black people or middle class folks. Or Harlem, or Texas… I’ve felt’ it like a story of life, with people struggling for their chance, and to whom life is a bitch. This is the story of us all. We’re not mending to be heroes, villains or news in eight o’clock bulletin, we’re just ordinary folks, doing what everybody does. And that fact, although leaves a bitter taste in the mouth, is what makes me like more of the text. I’ve felt in the skin with pain, when you gave, specially to this characters, a destiny so humiliate, so ordinary. There are two different approaches to tell a story. You can make a story of Superheroes, or ordinary people. You can be sweet or can be hard. You can be pretentious and tell us a message or let us pick up our one. I understand that most authors - as owners of the text until it’ s published - take profit of and want to tell us about. If I was asked for, I would say, what I understood, is that “Life’s a bitch”.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Anos do Zé Manel - Ao vivo e a cores

O Zé teve uma surpresa como nunca esperou, aqui em Sélibaby. Um bolo de aniversário, com velas e tudo. Até cantámos os Parabéns a Você.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Bulge

“…She sang her alms. The alms for living a life that swelled and bulged, her suffocating habits and livelihood, distributing struggles. She sang. And when she sang people passed by, they passed in the moment, passing around moments, exchanging experiences, experiencing experience, where life was lost in living. She didn’t notice them passing. She didn’t notice the stares. She chose not to notice. …”
“…So she smiled to herself and she felt good. She didn’t know that she wanted to have children but she always felt that was something people did. That was just what you did. …”
I’ve experienced a lot of mixed feelings, reading this novel. Reminded me all, that I know, from the author’s existence. All that we’ve, been through. Someone founds life’s a bitch. But we can’t give it up. The struggle for each one’s place on this earth. The fact that there’s always someone more unfortunate than us. It seems that we are close to the characters of this episode, so explained are their inner doubts, their secret wishes and their miseries. Who as such a gift, sooner or later will be recognized? Although I’m not fluent in the language, I’ve felt in the middle of the scenario, like if I was there to. Thanks Caren, for the trust, and the honor of being one of the first readers of your novel.

Anos do Zé Manel

19 de Janeiro de 2009, segunda-feira. Faltam poucos minutos para a meia-noite, o Zé Manel faz anos amanhã, ou seja daqui a vinte minutos… Já temos o bolo preparado e “velas”, ele vai ter uma grande surpresa. O Papiss é motivo de romaria à nossa porta, toda a gente o quer ver. O macaquito é um espectáculo. As férias de Natal passaram depressa demais. Custa voltar aqui, cada vez mais. O nosso refeitório vai de mal a pior. Infelizmente já não acredito que isto tenha remédio. O que me vai valendo são as saladas, com os vegetais aqui do meu “jardin”. Houve uma visita do ministro das obras públicas a Selibaby, este fim-de-semana. Ficou algo desapontado com o andamento dos trabalhos. Pudera… A base da parabólica já foi chumbada hoje, amanhã vamos montar a antena, veremos se rapidamente temos a televisão a trabalhar aqui em casa.
26 de Janeiro de 2009, segunda-feira. Só hoje vieram montar a parabólica, vamos ver se amanhã temos televisão…

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

De regresso a Sélibaby

Ano Novo, Vida Nova.
Eis-nos em 2009. O ano de todas as crises. As anunciadas. As previsiveis. As inesperadas. Pior perspectiva não pode haver. No entanto há esperança em algo de positivo. Depois da tempestade vem a bonança. Depois das férias de Natal, em Portugal, onde pude matar saudades daqueles que amo. Veio o regresso a Sélibaby. Viemos 18 desde Dakar. No autocarro que aqui vemos. Muito bom. Almoçámos em Ourossogui no hotel Oasis du Fouta. Na viagem de ida almoçámos em Richard Toll, no hotel La Gite D'etape, esse sim espectacular, recomendo sem reservas a todos. E por fim já a trabalhar, a marcar um pilar na OA 76, em Tachott. Feliz 2009. Que seja o primeiro ano duma série melhor que os últimos do Sec XX e primeiros deste século.






quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Ladrão

10 de Dezembro de 2008, quarta-feira. Se calhar tinha que acontecer um dia. Aconteceu hoje. Desde que chegou o GPS, em Outubro do ano passado, poucas vezes deixei a base só, como por aqui há muito gado, normalmente deixo um porta-miras a tomar conta da base, não vá o diabo tece-las. Hoje fui marcar um dalot, no pk 21, deixei a base num marco a cerca de 500 metros e comecei a implantar, a dado momento perdi o sinal de rádio, imediatamente entreguei o bastão ao Haiba e parti para a base, julgando que algum animal a tinha deitado ao chão. Não foi esse o caso. Quando me aproximei verifiquei que a bateria do rádio, simplesmente, desaparecera. Fui buscar o pessoal, expliquei o sucedido, e partiram todos em corrida acelerada, a procurar o ladrão. De notar que hoje tinha três porta-miras mouros, um já percebe um pouco de francês, os outros nem por isso. O Mohamed, indicou-me a direcção tomada pelos ladrões, e disse-me que era um pequeno e um grande, conduzi a carrinha enquanto foi possível, depois continuámos a pé, pois a floresta era densa. Farto de andar, disse-lhe que voltássemos à carrinha, que não, e de repente, vejo-o a correr, um cachopo a gritar, e apanhou-o. Começou a interrogar a criança, e eu sem perceber nada, mais tarde vim a saber que não era o único. O puto estava a guardar os seus bois. Centenas, muitos com mais de 500 kg. Que ao verem dois estranhos a levar o seu guardião, começaram a contornar-nos e a tomar uma atitude estranha, quando reparámos estávamos cercados, comecei a gritar e a bater com um pau, para afugentar os bichos, o que consegui. Saímos dali, recuperámos a viatura, encontrámos o Haiba e o Chekhna. O Mohamed explicou ao Haiba, começou a falar com o puto em pular, e disse-nos depois, “este não sabe de nada, não foi ele”, lá o deixámos ir. Quando olhei para trás vi o miúdo a correr, que parecia louco. Ficou o ensinamento, a base nunca deve ficar só. O ladrão, teve uma coisa boa, não estragou nada, só roubou a bateria, do mal, o menos. E já só falta uma semana.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mauritânia


Podemos ver diversos eus, nestas fotos. Primeiro com o Sy, há séculos. Numa foto obrigatória em Sélibaby, dentro de um Baobab enorme que está à saída da cidade. Setembro 2007. Com o Jamaldine e o Zé Manel em Novembro 2007, dia de início dos trabalhos da estrada Sélibaby - Gouraye. Travessia do Rio Senegal, uma das nossas actividades favoritas. Dezembro 2007. Primeira vez que o Jamaldine pagou uma cerveja a alguém. No cimo do monte M'ballou, não, não estou gordo, parece porque estou com os braços abertos e a camisola subiu. Novembro 2008. No Halloween, a Morgan faz um brinde com um mouro Mauritano, muito parecido com o autor desta prosa. Se repararem na evolução, o chapéu, foi trocado por um turbante e por um hadj e até a roupa mudou bastante. Hoje é feriado aqui. Dia de festa de El IDe, para quem não sabe. Comi hoje umas couves com feijões. E estou a ouvir Jacques Brel.













Quero pedir desculpa a todas as mulheres

Quero pedir desculpas a todas as mulheres que descrevi como bonitas antes de dizer inteligentes ou corajosas Fico triste por ter falado como...